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A voz e as hormonas (parte 2)


Nas mulheres a voz é sensível à variação das  hormonas ao longo de todo o ciclo de vida dando-se maior ênfase durante o ciclo pré menstrual, menstrual e menopausa. Devido aos receptores hormonais encontrados na laringe, alguns autores consideram a laringe um orgão sexual secundário. 


Em pessoas transgénero e mais especificamente na passagem de feminino -masculino, devido tratamento hormonal com testosterona é possível uma masculinização da voz, já o inverso, masculino - feminino, o tratamento hormonal não é possível para femininalizar a voz mas é possível através de técnicas cirúrgicas, sendo a terapia vocal, aulas de canto e conhecimento de técnicas vocais um óptimo meio complementar e na minha prática com óptimos resultados , quando devidamente aplicada.



O envelhecimento da voz é designado como presbifonia, que resulta de alterações anatómicas e fisiológicas, traduzindo-se em fadiga vocal, , tremor, instabilidade, entre muito outros sintomas. É um problema muitas vezes esquecido entre nós, pelos técnicos de saúde e até pelos próprios idosos, e com a maior esperança de vida esta questão aumenta significativamente, podendo levar ao isolamento social por evitar falar em público. A sua prevenção através de aulas de canto, técnica vocal ou discurso em grupo ou individualmente são uma óptima ajuda. Na minha prática são inúmeros os casos de melhoria quer da qualidade da voz quer do próprio bem estar geral, pois são muitas as canções, poemas ou textos que nos remetem para boas memórias e quando partilhadas em grupo, melhor ainda.

Estudos comprovam que o treino vocal dos cantores melhoram a qualidade vocal e atrasam este tipo de alterações em vários anos.


Por último e nada menos importante a questão do tabaco, que é um problema de saúde pública mundial em que a mulher surge como principal alvo da industria tabaqueira devido à alteração sócio-profissional nas últimas décadas. São inúmeros os malefícios que advém do tal “cigarrinho com o café” desde o cancro a problemas respiratórios e cardiovasculares entre muitos outros. Com este inimigo, crescem também os problemas associados à voz sobretudo a nível da laringe e das cordas vocais.

Os problemas na mulher são eventualmente mais evidentes, tendo maior susceptibilidade associada ao género, assim sendo deveremos estar todos bem alertas e ajudar a promover uma vida mais saudável e sem fumar, mais ainda relevante para os cantores e oradores.

Pela sua voz - não fume!!!


Referências:

Rodrigues Ana Claudi Furão. http://hdl.handle.net/10451/43577

Pais, Francisca Correia http://hdl.handle.net/10451/47785


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